REPUBLICANOS/SP PRINCIPAIS NOMES E HISTÓRICO ELEITORAL DOS CANDIDATOS A DEPUTADO FEDERAL

Republicanos chega a 2026 com chapa que mistura deputados, nomes estaduais, ex-prefeitos e estreantes em SP
Partido saiu de 3 para 5 cadeiras entre 2018 e 2022; disputa interna reúne parlamentares com votação acima de 200 mil votos, políticos que migram para federal e candidatos que buscam ampliar bases regionais
A disputa por uma das cadeiras de deputado federal pelo Republicanos em São Paulo reúne em 2026 perfis bastante diferentes. A nominata apresentada para a eleição inclui deputados federais em busca de novo mandato, deputados estaduais que agora disputam uma vaga em Brasília, ex-prefeitos, vereadores e nomes que chegam à primeira eleição.
Dados históricos reunidos pelo Portal Auge1 ajudam a dimensionar o tamanho dessa disputa interna. Na eleição de 2018, o Republicanos somou aproximadamente 1,13 milhão de votos para deputado federal em São Paulo e conquistou três cadeiras. Em 2022, o desempenho avançou para cerca de 1,58 milhão de votos e cinco cadeiras, crescimento próximo de 39,7% no total de votos.
Os números de eleições anteriores, entretanto, não representam uma previsão para 2026. A eleição para deputado federal utiliza o sistema proporcional: primeiro é necessário determinar quantas cadeiras caberão ao partido ou federação e, depois, a votação individual define a ordem dos candidatos dentro da legenda. O cálculo envolve quociente eleitoral, quociente partidário e distribuição das vagas remanescentes.
Russomanno, Marcos Pereira e Tomé Abduch aparecem com os maiores históricos
Entre os candidatos relacionados no levantamento, Celso Russomanno apresenta a maior referência eleitoral recente para deputado federal: foram 305.520 votos em 2022.
Logo depois aparece Marcos Pereira, também deputado federal, com 231.626 votos na última eleição.
Uma novidade importante na disputa federal é Tomé Abduch. Ele recebeu 221.656 votos para deputado estadual em 2022 e agora concorre à Câmara dos Deputados. A comparação, porém, exige cautela: votação para deputado estadual e votação para deputado federal pertencem a disputas diferentes e não podem ser simplesmente transferidas de uma eleição para outra.
Na sequência do levantamento aparecem Milton Vieira, com 98.557 votos para federal em 2022, Altair Moraes, cuja referência é de 98.515 votos para estadual, e Maria Rosas, que obteve 94.787 votos para federal.
Outros nomes carregam bases eleitorais próprias
A lista também reúne candidatos com históricos relevantes em diferentes regiões do estado.
Roberto Lucena aparece com referência de 69.341 votos para deputado federal em 2022, enquanto Guilherme Piai obteve 63.190 votos naquela eleição.
O ex-prefeito de Embu das Artes Ney Santos entra na comparação com uma votação de 61.660 votos na eleição municipal de 2020. Ele também possui experiência anterior em disputa para deputado federal.
Marco Vinholi tem como uma das referências 55.957 votos para deputado estadual em 2018, enquanto Vaz de Lima aparece com 51.629 votos para estadual naquela eleição, além de possuir histórico anterior em eleições federais.
Renato Taroco, por sua vez, disputou diretamente uma cadeira de deputado federal em 2022 e recebeu 20.897 votos.
Esses números funcionam como referências históricas e não como uma classificação de chances para 2026. Eleições municipais, estaduais e federais têm eleitorados, contextos e dinâmicas distintas.
Estreantes adicionam uma variável difícil de medir
Outro componente da chapa do Republicanos são candidatos sem votação anterior diretamente comparável.
Entre eles aparecem João Galassi, ligado a Campinas, o apresentador Sikêra Jr. e Val Marchiori. Os três entram na eleição sem uma votação anterior que permita comparação direta com os candidatos que já disputaram cargos proporcionais.
Também aparecem como estreantes ou sem uma referência eleitoral diretamente comparável no levantamento Professor Flavio Martins, Capitão Cesario, Betinho Neves, Eder B2 e Vivi da Rádio.
A ausência de votação anterior, por si só, não permite concluir qual será o desempenho desses candidatos. Exposição pública, estrutura partidária e presença regional são fatores diferentes de votos efetivamente obtidos nas urnas.
Vereadores tentam transformar votação municipal em campanha estadual
Na parte seguinte da nominata aparecem políticos cuja principal referência vem das eleições municipais.
Jussara Fernandes recebeu 3.542 votos para vereadora em Sorocaba em 2024, enquanto Bruno Zancheta obteve 4.037 votos para vereador em São Carlos.
Ricardo Holz teve 3.494 votos para vereador em 2024 e já possui experiência em eleição federal.
A Delegada Teresinha, com atuação política ligada à região de Campinas, registrou 3.970 votos para deputado federal em 2022.
Também aparecem Marquinho Santa Casa, cuja referência indicada no levantamento é de 1.349 votos para vereador em 2020, e João da Habitação, que possui histórico eleitoral anterior.
Raí do Paraíso entra na disputa após eleição em Sumaré
Entre os nomes da chapa está Raí do Paraíso, eleito vereador de Sumaré em 2024.
Ele recebeu 2.261 votos naquela eleição municipal. Em 2020, havia obtido 1.565 votos, o que representa crescimento de aproximadamente 44% entre as duas disputas municipais.
Agora, porém, a dimensão eleitoral é completamente diferente.
Em vez de disputar votos apenas dentro de Sumaré, o candidato passa a concorrer em todo o estado de São Paulo. A votação municipal serve como referência de sua base eleitoral de origem, mas não permite projetar automaticamente o resultado de uma eleição para deputado federal.
Crescimento do Republicanos será determinante para o tamanho da bancada
Há ainda outra variável que pode ser tão importante quanto a votação individual: quantas cadeiras o Republicanos conseguirá conquistar em São Paulo.
Em 2018, foram três. Em 2022, cinco.
A evolução registrada no período foi de aproximadamente 449 mil votos adicionais, segundo os números utilizados no levantamento.
Como exercício exclusivamente matemático, tomando os aproximadamente 1,58 milhão de votos de 2022 como referência, um crescimento de 20% levaria a legenda para perto de 1,90 milhão; aumento de 40%, para aproximadamente 2,21 milhões; e crescimento de 60%, para cerca de 2,53 milhões.
Isso não significa, entretanto, que esses patamares correspondam automaticamente a seis, sete ou oito cadeiras.
A legislação eleitoral não estabelece uma quantidade fixa de votos necessária para cada deputado. O quociente eleitoral depende do total de votos válidos e das vagas em disputa, enquanto o quociente partidário relaciona os votos recebidos pela legenda ao QE. A distribuição das vagas restantes também obedece ao sistema de maiores médias.
Para 2026, o TSE regulamentou ainda a distribuição das cadeiras remanescentes: numa primeira etapa das sobras, participam partidos e federações que atinjam 80% do quociente eleitoral e tenham candidato com pelo menos 20% do QE; posteriormente, as cadeiras ainda restantes são distribuídas entre todas as legendas participantes, sem votação mínima individual nessa etapa.
A disputa ocorre dentro e fora do partido
O sistema proporcional cria, portanto, duas disputas simultâneas.
O Republicanos precisa obter votos suficientes para conquistar cadeiras diante das demais legendas de São Paulo. Ao mesmo tempo, seus candidatos disputam entre si a posição na lista partidária que poderá ocupar essas vagas.
É justamente por isso que olhar apenas para a votação individual pode produzir uma leitura incompleta.
Um candidato pode aumentar significativamente sua votação e ainda depender do desempenho coletivo da legenda. Da mesma forma, mudanças no total de votos do partido podem alterar a quantidade de cadeiras disponíveis para seus candidatos.
A nominata paulista de candidatos a deputado federal registrada para 2026 permanece sujeita às atualizações da Justiça Eleitoral até a consolidação das candidaturas. Uma relação atualizada dos concorrentes em São Paulo, baseada no Portal de Divulgação de Candidaturas e Contas do TSE, foi publicada em 21 de setembro.
Assim, os números de 2018, 2020, 2022 e 2024 ajudam a mostrar de onde cada candidato parte, mas a resposta sobre o tamanho da bancada do Republicanos e quais nomes ocuparão as cadeiras somente será dada pelas urnas e pela aplicação das regras do sistema proporcional.
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Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE), resultados eleitorais anteriores e registros de candidaturas de 2026.
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