PSD/SP PRINCIPAIS NOMES E HISTÓRICO ELEITORAL DOS CANDIDATOS A DEPUTADO FEDERAL
PSD aposta em ex-prefeitos, deputados e nomes conhecidos para ampliar bancada federal em São Paulo
Partido registrou 70 candidatos no estado e tenta superar as três cadeiras conquistadas em 2022; chapa reúne parlamentares, lideranças municipais e estreantes com exposição nacional
O PSD chega às eleições de 2026 em São Paulo com uma nominata de 70 candidatos a deputado federal, reunindo deputados que buscam novo mandato, ex-prefeitos de algumas das maiores cidades paulistas, políticos com bases regionais consolidadas e estreantes conhecidos do grande público. A relação de candidaturas registrada para a eleição confirma nomes como Guti, Paulo Alexandre Barbosa, Duarte Nogueira, Igor Soares, Luiz Dalben, Carlos Sampaio, Vitor Lippi, Rachel Sheherazade, Silvia Abravanel e MC Gui.
O levantamento do Portal Auge1 compara o histórico eleitoral dos principais nomes da chapa e o desempenho do PSD nas duas últimas eleições para a Câmara dos Deputados. Os números ajudam a mostrar o tamanho das bases eleitorais que chegam à disputa, mas não representam previsão de resultado ou de eleição individual.
PSD cresceu mais de 55% entre 2018 e 2022
Em 2018, o PSD paulista somou aproximadamente 679,6 mil votos para deputado federal e conquistou duas cadeiras.
Quatro anos depois, o partido chegou a 1.055.965 votos e três cadeiras, considerando votos nominais e de legenda. O avanço foi de aproximadamente 376,4 mil votos, ou 55,4%, em relação à eleição anterior.
Os três deputados federais eleitos pelo PSD paulista em 2022 foram Marco Bertaiolli, com 157.552 votos; Cezinha de Madureira, com 143.434; e Ricardo Silva, com 133.936 votos. Os resultados também foram registrados pelo próprio diretório paulista da legenda após aquela eleição.
Em 2026, porém, a composição da chapa é bastante diferente.
Guti chega com a maior referência numérica, mas de uma eleição municipal
Entre os nomes analisados, Guti, ex-prefeito de Guarulhos, possui uma das maiores referências eleitorais anteriores: 327.022 votos no segundo turno da eleição municipal de 2020.
O número chama atenção, mas não pode ser comparado diretamente com os votos para deputado federal. Uma eleição majoritária municipal possui dinâmica diferente de uma disputa proporcional realizada em todo o estado.
Situação semelhante ocorre com outros ex-prefeitos presentes na nominata.
Duarte Nogueira, ex-prefeito de Ribeirão Preto, aparece no levantamento com 154.428 votos no segundo turno de 2020.
Igor Soares, ex-prefeito de Itapevi, teve 105.494 votos na eleição municipal daquele ano.
Já Barjas Negri, com forte trajetória política em Piracicaba, registrou 71.897 votos no segundo turno da eleição municipal de 2020.
Essas votações demonstram o tamanho das respectivas bases municipais naquele momento, mas a disputa federal exige a busca por votos em todo o estado.
Deputados com votação acima de 100 mil também estão na disputa
Entre os candidatos com referência diretamente comparável votos para deputado federal aparecem vários nomes que ultrapassaram a marca dos 100 mil votos em 2022.
Paulo Alexandre Barbosa recebeu 170.378 votos; Vitor Lippi, 106.661 votos.
Também estão na nominata de 2026 Carlos Sampaio, que recebeu 98.102 votos em 2022, quando foi eleito pelo PSDB e posteriormente se filiou ao PSD. A candidatura atual de Sampaio pelo PSD está registrada entre os 70 nomes da legenda.
A chapa ainda conta com Saulo Pedroso, cuja referência apresentada no levantamento é de 80.186 votos para deputado federal em 2022, e Walter Ihoshi, com 55.027 votos naquela disputa.
A presença desses candidatos adiciona à nominata políticos que já enfrentaram uma eleição proporcional para a Câmara, além dos nomes provenientes de disputas municipais.
Luiz Dalben deixa a Prefeitura de Sumaré como principal referência eleitoral anterior
Outro nome da chapa é o ex-prefeito de Sumaré Luiz Dalben, que concorre a deputado federal pelo número 5556. Sua candidatura consta oficialmente na relação atual do PSD para São Paulo.
Como referência histórica, Dalben recebeu 67.571 votos para prefeito de Sumaré em 2020.
Assim como ocorre com Guti, Duarte Nogueira, Igor Soares e Barjas Negri, trata-se de votação municipal. O desafio de uma candidatura federal é diferente: enquanto a eleição para prefeito concentra o eleitorado em uma única cidade, os candidatos à Câmara podem receber votos nos 645 municípios paulistas.
A capacidade de expandir uma base originalmente municipal para outras regiões passa, portanto, a ser um elemento importante da campanha.
Rachel Sheherazade, Silvia Abravanel e MC Gui estreiam nas urnas
O PSD também aposta em nomes com forte reconhecimento público, mas sem votação eleitoral anterior que possa servir como parâmetro.
A jornalista e apresentadora Rachel Sheherazade, número 5560, integra oficialmente a chapa paulista do partido.
A apresentadora Silvia Abravanel, número 5590, também disputa uma cadeira na Câmara.
Outro nome é o cantor MC Gui, registrado com o número 5544.
Nos três casos, a exposição pública não pode ser convertida matematicamente em expectativa de votos. A eleição de 2026 será a primeira oportunidade de medir eleitoralmente esses nomes.
PSD tenta transformar diversidade de bases em votos para a legenda
A composição da chapa revela uma estratégia ampla do partido.
Há candidatos com experiência na Câmara dos Deputados, ex-prefeitos com votação expressiva em grandes municípios, políticos regionais e candidatos que chegam às urnas carregando reconhecimento adquirido fora da política.
Entre os 70 registrados aparecem ainda Eleuses Paiva, Marcos Neves e Carlos Bezerra Jr., todos com trajetórias políticas anteriores. A lista oficial inclui também nomes de diferentes regiões do estado, aumentando a capilaridade territorial da nominata.
A questão central, entretanto, será transformar essas diferentes bases em votação coletiva suficiente para ampliar a representação do PSD na Câmara.
Quanto o PSD precisaria crescer para ampliar sua bancada?
A eleição de 2022 fornece uma referência interessante.
Com aproximadamente 1,06 milhão de votos, o PSD conquistou três cadeiras em São Paulo. A divisão simples desse total pelas três vagas resulta em aproximadamente 352 mil votos por cadeira.
Mas essa média não é um corte eleitoral e tampouco significa que cada nova cadeira exija exatamente outros 352 mil votos.
Em um exercício exclusivamente matemático, mantendo essa média como referência, o partido chegaria aproximadamente aos seguintes patamares:
- 3 cadeiras: 1,06 milhão de votos patamar de 2022;
- 4 cadeiras: cerca de 1,41 milhão crescimento de aproximadamente 33,3%;
- 5 cadeiras: cerca de 1,76 milhão crescimento de aproximadamente 66,7%;
- 6 cadeiras: cerca de 2,11 milhões aproximadamente o dobro da votação de 2022.
Esses números servem somente como referência estatística, não como projeção eleitoral.
Em 2022, por exemplo, o quociente eleitoral paulista ficou próximo de 332,9 mil votos, mas a distribuição efetiva das 70 cadeiras envolveu tanto vagas obtidas pelo quociente partidário quanto vagas distribuídas pelas sobras. O PSD terminou aquela eleição com 1.055.965 votos e três deputados.
Mais candidatos fortes também significam maior disputa interna
O sistema proporcional cria uma característica importante para entender a eleição.
Os candidatos do PSD não disputam somente contra candidatos de outros partidos. Eles também precisam se posicionar dentro da própria votação partidária.
Primeiro, o desempenho coletivo da legenda influencia quantas cadeiras o partido poderá conquistar. Depois, a votação nominal dos candidatos é determinante para definir quem ocupará as vagas obtidas, observadas as regras eleitorais aplicáveis.
Isso significa que uma chapa com vários candidatos competitivos pode ajudar a aumentar o total de votos do partido, mas também torna mais intensa a disputa interna pelas posições que resultarão em mandato.
Em 2022, por exemplo, Marco Bertaiolli, Cezinha de Madureira e Ricardo Silva foram os três eleitos pelo PSD paulista.
Para 2026, o cenário partidário mudou, novos nomes chegaram e antigos integrantes seguiram outros caminhos. Por isso, o desempenho passado ajuda a dimensionar as bases eleitorais, mas não determina o resultado futuro.
São Paulo terá 70 vagas em disputa
O tamanho da disputa também ajuda a dimensionar o desafio.
São Paulo possui 34.105.333 eleitores aptos para as eleições de 2026 e escolherá 70 deputados federais. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro.
Até a eleição, a situação jurídica das candidaturas ainda pode sofrer alterações decorrentes de decisões da Justiça Eleitoral, renúncias ou outras hipóteses previstas na legislação.
Com 70 candidatos registrados, o PSD chega à disputa tentando superar as três cadeiras conquistadas quatro anos atrás. O resultado dependerá da soma dos votos de toda a legenda, da votação dos demais partidos e da aplicação das regras do sistema proporcional.
Os números anteriores mostram apenas o ponto de partida. A composição final da bancada será definida pelos votos de 2026 e pelos cálculos previstos na legislação eleitoral.
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Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE), resultados das Eleições 2018 e 2022 e registros de candidaturas de 2026.
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