TORNEIRA CONSERTADA COM FITA E ÁGUA VAZANDO HÁ MAIS DE 20 DIAS: DESCASO EM BASE DA GCM DE SUMARÉ CHAMA ATENÇÃO

Denúncia aponta vazamento contínuo em instalação da Guarda Civil Municipal na região central; improviso com fita levanta questionamentos sobre manutenção do patrimônio público e desperdício de água
Uma torneira com problema. Fita crepe utilizada como improviso. Água vazando continuamente. E, segundo denúncia recebida pelo Portal Auge1, uma situação que já ultrapassaria 20 dias.
O cenário foi registrado em uma instalação utilizada pela Guarda Civil Municipal de Sumaré, na região central da cidade, e chama atenção não pela complexidade do reparo, mas justamente pelo contrário.
Quanto tempo é necessário para trocar ou reparar uma torneira em um prédio público?
Segundo as informações encaminhadas ao Auge1, o vazamento não teria surgido agora. O problema estaria ocorrendo há mais de 20 dias, sem que até o momento tivesse sido solucionado de forma definitiva.
FITA CREPE VIROU SOLUÇÃO PROVISÓRIA
As imagens recebidas pelo portal mostram a torneira aparentemente imobilizada ou improvisada com fita crepe.
Apesar disso, a água continuaria vazando.
Caso o período relatado seja confirmado, estamos falando de mais de 480 horas de vazamento em uma instalação pública.
O Auge1 não dispõe, neste momento, da vazão medida da torneira. Por isso, não é possível afirmar quantos litros de água foram desperdiçados durante o período.
Mas uma coisa é matematicamente indiscutível: qualquer vazamento contínuo durante mais de 20 dias representa consumo acumulado.
E quem paga a conta de um prédio municipal é, direta ou indiretamente, o dinheiro público.
PREFEITURA DEFENDE USO RACIONAL DA ÁGUA; E DENTRO DOS PRÓPRIOS PÚBLICOS?
O episódio ganha ainda mais relevância porque Sumaré possui legislação municipal voltada justamente à conscientização, conservação e combate ao desperdício de água.
Norma aprovada no município estabelece entre seus princípios o uso racional dos recursos naturais, o combate ao desperdício de água e a preservação ambiental.
É legítimo, portanto, perguntar como esses princípios estão sendo aplicados dentro dos próprios equipamentos municipais.
Não se trata de responsabilizar os guardas que trabalham na unidade.
A questão é administrativa.
Manutenção predial, compra de materiais, solicitação de reparos, fiscalização dos equipamentos e conservação dos imóveis públicos dependem da estrutura administrativa responsável.
MAIS GRAVE QUE UMA TORNEIRA É A DEMORA PARA RESOLVER
Uma torneira quebrar não constitui, isoladamente, fato extraordinário.
Equipamentos apresentam defeitos.
Instalações precisam de manutenção.
O problema passa a ser outro quando uma ocorrência aparentemente simples permanece sem solução por dias ou semanas.
Se a informação de que o vazamento persiste há mais de 20 dias estiver correta, algumas questões administrativas precisam ser esclarecidas:
- quando o defeito foi identificado pela primeira vez;
- se houve abertura de solicitação de manutenção;
- qual secretaria ou departamento recebeu a demanda;
- quando o reparo foi solicitado;
- por que a solução definitiva ainda não teria ocorrido;
- quanto tempo a água permaneceu vazando;
- se houve aumento do consumo da unidade no período;
- e por que foi necessário recorrer a uma improvisação com fita em vez da substituição ou reparação da peça.
Essas respostas são importantes porque permitem distinguir uma falha recém-detectada de uma eventual demora administrativa na manutenção do patrimônio público.
O DESPERDÍCIO TAMBÉM VAI PARA A CONTA
Existe ainda o aspecto financeiro.
O regulamento da concessão dos serviços de água de Sumaré trata expressamente de vazamentos internos e estabelece procedimentos para reparação quando há consumo anormal. O próprio regulamento prevê compromisso de reparo e deixa claro que a existência do vazamento não desobriga o usuário de providenciar a correção.
No caso de uma instalação municipal, qualquer consumo desperdiçado acaba compondo despesas suportadas pelo poder público.
Por isso, não basta observar apenas quanto custa uma torneira.
É preciso considerar também quanto custa não consertá-la.
MANUTENÇÃO DO PATRIMÔNIO PÚBLICO TAMBÉM É GESTÃO
O caso pode parecer pequeno diante dos grandes problemas de uma cidade.
Mas justamente situações simples ajudam a revelar como funciona a manutenção cotidiana da máquina pública.
Se uma peça de baixo custo permanece improvisada durante semanas enquanto água continua sendo desperdiçada, a questão passa a envolver eficiência administrativa, conservação do patrimônio e controle das despesas públicas.
O Portal Auge1 mantém espaço aberto para que a Prefeitura de Sumaré e a secretaria responsável informem quando tiveram conhecimento do problema, se existe ordem de serviço para o reparo, qual setor é responsável pela manutenção e quando o vazamento será definitivamente solucionado.
Também fica aberto o espaço para informar se o problema já tiver sido corrigido após o registro da denúncia.
Porque, no final, a pergunta é bastante simples:
se uma torneira vazando em um prédio público pode permanecer mais de 20 dias improvisada com fita, quanto tempo o cidadão deve considerar razoável para um reparo básico ser realizado pela administração municipal?
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FONTE: Denúncia e registros encaminhados ao Portal Auge1; Câmara Municipal de Sumaré; informações públicas sobre a estrutura da Guarda Civil Municipal de Sumaré.
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