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ECONOMIA

RN amplia mercados, diversifica pauta e exportações crescem 38,6% em agosto

13 de Setembro de 2026 às 00:15
3 min de leitura
RN amplia mercados, diversifica pauta e exportações crescem 38,6% em agosto

O Rio Grande do Norte fechou o mês de agosto com uma mudança substancial na pauta exportadora, causada pelo acesso a novos mercados, inserção de novos produtos na balança comercial e consequente aumento nas exportações. Nesse novo retrato, produtos tradicionais da economia local, como o fuel oil (óleo combustível), seguiram sendo fundamentais para o bom desempenho do RN nas vendas externas, mas outros itens passaram a ter peso relevante, como é o caso do ouro, óleo diesel e naftas para petroquímica. Juntos, os três produtos foram responsáveis por 44,2% das exportações do mês de agosto.

Essa configuração mostra um cenário distinto do observado no mesmo mês de 2025. Em agosto do ano passado, o fuel oil sozinho respondeu por aproximadamente US$ 48,96 milhões, cerca de 67,7% de todas as exportações do RN naquele mês. Já em agosto de 2026, a balança mudou. O fuel oil permaneceu como principal produto, mas caiu para US$ 31,26 milhões (31,2%), sendo seguido pelo ouro, com US$ 25,01 milhões (25%); óleo diesel, com US$ 15,59 milhões (15,6%) e naftas para petroquímica, com US$ 3,56 milhões em vendas para o exterior, ou 3,6% de participação no conjunto das exportações daquele mês. O top 5 fechou com melões frescos (US$ 2,91 mi ou 2,9%), que teve uma participação menor devido ao fim da safra.

Mesmo com o recuo de aproximadamente 36% nas vendas de óleos combustíveis para o mercado externo na comparação entre agosto de 2025 e o mesmo mês deste ano, as exportações totais do RN cresceram 38,6%, conforme apontam os dados da plataforma Comex Stat, ligada do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O avanço foi sustentado pela maior participação desses outros produtos, sobretudo ouro e óleo diesel.

Outro aspecto relevante, conforme analisa o Observatório da Indústria Mais RN, da Federação das Indústrias do Estado (Fiern), é a menor concentração das exportações em um único mercado. Enquanto em agosto de 2025 o Panamá comprou US$ 48,96 milhões, concentrando aproximadamente 67,7% das exportações potiguares, no mesmo mês de 2026 o país sequer apareceu entre os cinco maiores compradores. O principal cliente do RN foi o Peru (31,7%), seguido por Canadá (21,7%), República Dominicana (15,6%), Estados Unidos (7,4%) e Países Baixos (6,0%).

“Os principais destinos das exportações potiguares em agosto mostram uma maior distribuição geográfica das vendas, combinando parceiros tradicionais com mercados que ganharam relevância por operações de alto valor. No entanto, essa diversificação de destinos ainda está acompanhada de forte concentração em produtos específicos, principalmente combustíveis e ouro”, analisa o Observatório da Indústria Mais RN.

Ao todo, o estado movimentou US$ 100,2 milhões em exportações em agosto deste ano, representando um crescimento de 38,6% em relação ao mesmo período do ano passado. A balança fechou, ainda, com um superávit de US$ 74,7 milhões. Em valores absolutos, foram cerca de US$ 27,9 milhões a mais exportados. O estado também avançou no ranking nacional de exportações, passando da 21ª posição em agosto de 2025 para a 19ª posição em agosto de 2026.

Novos produtos ocupam posições relevantes

Para o titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (Sedec/RN), Lahyre Rosado Neto, além da manutenção do Canadá como um destino relevante para a pauta exportadora potiguar, a liderança do Peru em agosto evidencia a importância dos produtos energéticos na relação comercial do RN com o mercado externo.

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