21 DE SETEMBRO: LUTA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA COBRA MAIS QUE INCLUSÃO NO DISCURSO

Data nacional chama atenção para acessibilidade, autonomia, emprego e participação social; no Brasil, apenas 29% das pessoas com deficiência estavam ocupadas, segundo dados do IBGE
Neste 21 de setembro, o Brasil celebra o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, uma data que vai muito além de homenagens nas redes sociais.
Instituído oficialmente pela Lei Federal nº 11.133/2005, o dia foi criado para fortalecer a mobilização pela inclusão e participação plena das pessoas com deficiência na sociedade.
E os números mostram que ainda existe uma distância significativa entre direitos assegurados pela legislação e a realidade encontrada nas ruas, no mercado de trabalho e nos serviços públicos.
Dados divulgados pelo IBGE neste mês apontam que o Brasil tinha 14,4 milhões de pessoas com deficiência em 2022, considerando a população com 2 anos ou mais.
No mercado de trabalho, a desigualdade é expressiva: o nível de ocupação das pessoas com deficiência era de 29%, enquanto entre as pessoas sem deficiência chegava a 55,8%.
Entre as mulheres com deficiência, o índice era ainda menor: 24,4%.
ACESSIBILIDADE COMEÇA NA CALÇADA
As dificuldades também aparecem na estrutura das cidades.
Segundo estudo divulgado pelo IBGE, apenas 12,9% das pessoas com deficiência viviam em domicílios cujo entorno possuía rampa para cadeirantes, enquanto 67,4% estavam em locais onde foram identificados obstáculos nas calçadas.
São números que transformam a discussão sobre inclusão em algo bastante concreto.
Existe calçada acessível? Há transporte adequado? A escola está preparada? O atendimento público oferece acessibilidade? Há oportunidades reais de trabalho?
São perguntas que precisam continuar sendo feitas depois que o 21 de setembro terminar.
QUANDO INCLUSÃO SAI DO DISCURSO
A data acontece um dia depois de Americana receber a 4ª Corrida Pernas da Alegria, acompanhada pela Auge TV.
Mais de 50 PCDs participaram da programação, acompanhados por mais de 100 condutores. O evento também marcou a entrega de 11 novas carruagens, como o Instituto chama as cadeiras adaptadas individualmente para seus beneficiados duas delas elétricas.
A experiência mostra uma das dimensões da inclusão: permitir que a pessoa com deficiência esteja nos espaços, pratique atividades, participe e seja protagonista.
O desafio é fazer com que essa presença não seja excepcional.
Inclusão precisa acontecer na escola, no trabalho, no transporte, nas calçadas, no esporte, na cultura e dentro do próprio poder público.
21 de setembro é uma data de luta porque muitos dos direitos já estão escritos na legislação. O desafio continua sendo fazê-los funcionar na vida real.
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Fonte: IBGE; Lei Federal nº 11.133/2005; Lei Brasileira de Inclusão; cobertura Auge TV/Auge1.
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