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Tenente-coronel é preso por esquema de segurança para diretores de empresa de ônibus investigada por elo com PCC

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30 de Agosto de 2026 às 20:05
2 min de leitura
Tenente-coronel é preso por esquema de segurança para diretores de empresa de ônibus investigada por elo com PCC

Tenente-coronel Flores acusado de integrar organização criminosa que fazia segurança para empresa investigada por ligação com o PCC Reprodução O tenente-coronel José Henrique Martins Flores foi preso neste domingo (30) por suspeita de integrar uma organização criminosa que fazia segurança privada para diretores da Transwolff, empresa de ônibus investigada por lavar dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Flores era o único dos quatro policiais militares contra os quais o Ministério Público de São Paulo (MPSP) ofereceu denúncia por integrarem uma organização criminosa que estava solto. Ele se apresentou expontaneamente depois que a Justiça Militar expediu o mandado de prisão. Segundo a denúncia, o esquema utilizava o treinamento e as armas da Polícia Militar, incluindo integrantes da Rota, para fazer a segurança dos executivos da empresa. PMs deixaram Rota para trabalhar como seguranças de empresa de ônibus ligada ao PCC; agentes faziam até transporte de crianças De acordo com a acusação, o tenente-coronel Flores gerenciava empresas de segurança em nome de parentes, usados como “laranjas”, e determinava a emissão de notas frias para dar aparência legal aos pagamentos. A TV Globo tenta contato do advogado do tenente-coronel. O capitão da PM Alexandre Paulino Vieira, ainda segundo o MPSP, atuava como coordenador operacional do esquema. Ele seria responsável por recrutar os agentes e negociar diretamente com os diretores da Transwolff. Já os sargentos PM Cezário e Nereu executavam a escolta armada e a vigilância dos executivos. Segundo a denúncia, o sargento Nereu também atuava na logística financeira do esquema. Durante as investigações, a polícia apreendeu uma mala com R$ 1,18 milhão em dinheiro vivo na casa dele. Na denúncia, o MPSP afirma que os policiais militares sabiam das ligações criminosas dos empresários e, mesmo assim, mantiveram os serviços ilícitos em funcionamento até o início de 2026. Defesa A defesa de Nereu Aparecido Alves afirma que ele jamais integrou ou participou de organização criminosa e considera descabidas as acusações. Sobre os R$ 1,18 milhão apreendidos, os advogados dizem que o dinheiro pertencia ao empresário Ricardo Barnabé, para quem Nereu prestava serviços. Segundo a defesa, Barnabé confirmou ser o proprietário dos valores, explicou a origem do dinheiro e apresentou documentos para comprovar sua procedência. Os advogados afirmam ainda que juntaram aos autos documentos que comprovam a relação profissional entre Nereu e o empresário e que a própria denúncia reconhece que a documentação apresentada sobre a origem dos recursos não foi analisada durante o inquérito. A defesa diz confiar que, durante o processo, ficará demonstrada a improcedência das acusações contra Nereu.
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