SUMARÉ SEM ÁGUA HÁ CINCO DIAS: Deputado Dirceu Dalben cobra BRK, Prefeitura e aciona órgãos de fiscalização

Deputado questiona reajustes, justificativas para o desabastecimento e responsabilidade do poder público municipal. Enquanto caminhões-pipa atendem escolas e repartições, moradores relatam dificuldades para realizar atividades básicas dentro de casa.
A crise no abastecimento de água em Sumaré, que começou a ser relatada por moradores no domingo (11), chegou nesta quinta-feira (15) ao quinto dia de transtornos em diferentes regiões da cidade.
Diante das reclamações da população, o deputado Dirceu Dalben encaminhou, por meio de seu gabinete, cobranças formais à BRK Ambiental e à Prefeitura de Sumaré, além de acionar a Agência Reguladora ARES-PCJ e comunicar o caso ao Procon do Estado de São Paulo.
O parlamentar classificou a situação como inadmissível e cobrou providências urgentes para restabelecer o fornecimento de água às famílias afetadas.
Estamos falando de um serviço essencial à saúde, à higiene e à dignidade das pessoas. A população precisa de respostas e de uma solução urgente para esse problema!, destacou Dalben.
CONTA DE ÁGUA SOBE, MAS MORADORES CONTINUAM SEM ABASTECIMENTO
O deputado também questionou os custos suportados pela população diante dos problemas recorrentes no fornecimento.
O imposto subiu. A conta de água subiu. E as desculpas sempre é a mesma. Muito consumo ou acidente na cabeceira do rio.
A declaração expressa a insatisfação com as justificativas apresentadas para as interrupções no abastecimento.
Desde domingo, moradores relatam dificuldades para tomar banho, lavar roupas, preparar alimentos e manter a higiene das residências.
O problema afeta diretamente a rotina das famílias e exige respostas sobre as causas das interrupções, os bairros atingidos e a previsão de normalização.
ACIDENTE COM DIESEL NÃO EXPLICA RECLAMAÇÕES ANTERIORES
Um dos principais questionamentos envolve a sequência dos acontecimentos.
Segundo relatos de moradores, a falta de água começou na manhã de domingo (11), enquanto o acidente associado à suspeita de presença de diesel no Rio Atibaia ocorreu posteriormente, na terça-feira (13).
A BRK informou ter adotado medidas preventivas diante da identificação de odor característico de combustível no manancial.
A preocupação com a qualidade da água é legítima e exige procedimentos de segurança.
Entretanto, a ocorrência posterior não esclarece, por si só, os problemas de abastecimento relatados nos dois dias anteriores.
A população cobra que a concessionária apresente explicações específicas sobre as falhas registradas desde domingo, diferenciando os problemas operacionais anteriores da interrupção relacionada à qualidade da água do rio.
DEPUTADO QUESTIONA REGULARIZAÇÃO DA CONCESSIONÁRIA NA ATUAL GESTÃO
Outro ponto levantado por Dirceu Dalben envolve a situação contratual da BRK Ambiental no município.
Segundo o parlamentar, a prestação do serviço foi regularizada durante a atual administração municipal, após um período de questionamentos judiciais relacionados ao processo licitatório.
Dalben destaca a responsabilidade da Prefeitura de Sumaré na autorização e no acompanhamento da prestação do serviço.
A situação contratual mencionada pelo deputado exige esclarecimento documental sobre os atos administrativos praticados, as decisões judiciais relacionadas à licitação e as obrigações atualmente assumidas pela concessionária.
Independente dessas questões, o poder público municipal e a agência reguladora possuem atribuições de acompanhamento e fiscalização do serviço de abastecimento.
A população precisa saber quais medidas concretas estão sendo adotadas para exigir o cumprimento das obrigações contratuais e a regularidade do fornecimento.
CAMINHÕES-PIPA ATENDEM ESCOLAS E REPARTIÇÕES, MAS MORADORES COBRAM ASSISTÊNCIA
Em meio à crise, a BRK vem utilizando caminhões-pipa para abastecer escolas e repartições públicas, conforme as informações recebidas pelo Portal Auge1.
A medida busca garantir o funcionamento de serviços essenciais, mas também provoca questionamentos sobre o atendimento às famílias que continuam sem água em suas residências.
Se existe abastecimento emergencial para prédios públicos, qual é o plano para atender os moradores que estão há dias sem condições de realizar suas necessidades básicas de higiene e limpeza?
É necessário esclarecer quais critérios são utilizados para distribuir água por caminhões-pipa, quantos veículos estão disponíveis e se existe atendimento prioritário a residências com pessoas em situação de vulnerabilidade.
ARES-PCJ E PROCON SÃO ACIONADOS
De acordo com as informações encaminhadas pelo gabinete de Dirceu Dalben, o deputado formalizou cobranças junto à ARES-PCJ, à Prefeitura de Sumaré e ao Procon do Estado de São Paulo.
A iniciativa busca obter esclarecimentos e providências sobre o desabastecimento que afeta a população.
A ARES-PCJ é responsável pela regulação e fiscalização dos serviços de saneamento nos municípios conveniados, incluindo Sumaré.
Já o Procon poderá avaliar eventuais questões relacionadas aos direitos dos consumidores diante da interrupção prolongada de um serviço essencial.
O encaminhamento das cobranças, por si só, não significa que os órgãos já tenham determinado sanções ou concluído a existência de irregularidades.
HISTÓRICO DA CONCESSÃO TAMBÉM EXIGE TRANSPARÊNCIA
A relação contratual entre a Prefeitura e a BRK já foi objeto de questionamentos e investigações no Legislativo municipal.
Em 2023, a Câmara de Sumaré instalou uma CPI para examinar aspectos da concessão, incluindo licitação, contratos, aditivos e reajustes tarifários.
A concessão original foi firmada em dezembro de 2014, com operação iniciada em junho de 2015. Portanto, a contratação original é anterior à atual gestão municipal.
Em outubro de 2025, a Prefeitura publicou uma contratação por inexigibilidade de licitação para fornecimento de água e esgoto às secretarias municipais, documento distinto da concessão original.
Esses registros reforçam a necessidade de esclarecer exatamente a qual ato administrativo o deputado se refere ao mencionar a regularização da concessionária durante a atual gestão.
CINCO DIAS DE TRANSTORNOS EXIGEM RESPOSTAS
A falta de água compromete a higiene, a saúde e a dignidade das famílias.
A BRK deve esclarecer a sequência de ocorrências desde domingo, informar as medidas emergenciais em andamento e apresentar previsões de restabelecimento por região.
À Prefeitura cabe explicar como acompanha a situação e quais providências está adotando para proteger os moradores afetados.
Também é necessário informar se haverá avaliação de compensações aos consumidores prejudicados, conforme as regras aplicáveis ao serviço.
O Portal Auge1 segue acompanhando o caso e mantém espaço aberto para manifestação da BRK Ambiental, da Prefeitura de Sumaré, da ARES-PCJ e dos demais órgãos envolvidos.
A população aguarda não apenas explicações sobre os problemas, mas medidas que garantam o retorno regular da água às residências.
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Fonte: Gabinete do deputado Dirceu Dalben; relatos de moradores; BRK Ambiental; ARES-PCJ; Câmara Municipal de Sumaré; Diário Oficial de Sumaré.
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