SAF do Guarani é aprovada por sócios com 95% dos votos

Os associados do Guarani, em Campinas, aprovaram, na última sexta-feira (2), um novo modelo de gestão. Com isso, o clube poderá avançar no processo de constituição de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A expectativa é que todo o processo seja finalizado ainda em outubro.
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Para que o Guarani pudesse avançar na constituição da SAF, era necessária a aprovação de dois terços dos associados presentes na Assembleia Geral Extraordinária.
Votação da SAF
A votação teve 95,1% de aprovação e ocorreu durante uma Assembleia Geral Extraordinária realizada de forma híbrida, com participação presencial e on-line de sócios e conselheiros.
Ao todo, foram:
235 votos favoráveis;
12 votos contrários.
Até o momento, o clube ainda permanece com 100% das ações. Com uma nova proposta apresentada por Roberto Graziano, proprietário da Magnum, a expectativa é que 90% da SAF sejam adquiridos pelo empresário.
Durante a Assembleia, Graziano retirou uma proposta anterior após questionamentos sobre pontos do contrato relacionados a multas e garantias. Segundo manifestações de associados e conselheiros, essas alterações deveriam ter retornado para análise do Conselho Deliberativo.
O órgão já havia se posicionado favoravelmente ao negócio, mas com ressalvas, antes de a versão final do contrato ser encaminhada à Assembleia Geral Extraordinária.
(Foto: Raphael Silvestre/Guarani FC)
Nova proposta
O projeto atualizado deve ser apresentado até segunda-feira (5), após a equipe do empresário avaliar as demandas encaminhadas pelo Bugre. Antes disso, a votação sobre a SAF havia sido adiada duas vezes.
O documento que estava em análise tinha 83 páginas e previa um investimento total de R$ 1,075 bilhão.
Do valor total, R$ 400 milhões seriam destinados à operação da SAF e do clube social; R$ 300 milhões, à construção de um novo estádio; R$ 25 milhões, à implantação de um novo Centro de Treinamento; e até R$ 350 milhões, ao passivo da Recuperação Judicial.
De acordo com o Guarani, qualquer que seja a nova proposta, ela deverá passar pelo Conselho Deliberativo antes da convocação de novas Assembleias Gerais Extraordinárias.
VOCÊ VIU? Condenado pela morte de torcedor do Guarani há 7 anos é preso no Cidade Jardim
Um homem condenado a 19 anos de prisão pela morte de um torcedor do Guarani durante uma briga entre torcidas, em 2012, foi preso na manhã desta quarta-feira (23), em Campinas. Carlos Daniel Sampaio foi localizado por policiais do BAEP (1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia), no bairro Cidade Jardim.
Segundo a Polícia Militar, uma equipe da Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) fazia patrulhamento na região quando abordou Carlos Daniel. Durante a consulta aos sistemas policiais, os agentes constataram que ele era procurado pela Justiça.
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O homem foi levado à Polícia Civil e permaneceu preso à disposição da Justiça.
Carlos Daniel foi condenado em fevereiro de 2019, junto com Bruno Barros Batista Rodrigues, pela morte de Anderson Ferreira, de 28 anos, torcedor do Guarani agredido com pedras e barras de ferro após uma rodada dupla de jogos das categorias de base de Guarani e Ponte Preta.
O torcedor Anderson Ferreira, morte em 2012 após uma briga de torcidas em Campinas Foto: Reprodução/EPTV
Por que o condenado estava em liberdade?
Carlos Daniel foi condenado pelo Tribunal do Júri de Campinas em fevereiro de 2019, mas a Justiça permitiu que ele aguardasse o julgamento dos recursos em liberdade.
Na sentença, o juiz negou a decretação da prisão preventiva, com fundamento na presunção de inocência e no direito ao devido processo legal.
Após a análise dos recursos no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) e no STJ (Superior Tribunal de Justiça), a condenação se tornou definitiva em 4 de fevereiro de 2025, quando ocorreu o trânsito em julgado.
Na mesma data, a Justiça determinou a expedição do mandado de prisão para que Carlos Daniel começasse a cumprir a pena de 19 anos.
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Homem foi preso nesta quarta-feira em Campinas (Foto: BAEP)
Relembre a briga que terminou com a morte de torcedor do Guarani
O crime aconteceu em março de 2012, após dois jogos entre as equipes sub-15 e sub-17 de Guarani e Ponte Preta, no Estádio Brinco de Ouro, em Campinas.
Depois das partidas, torcedores da Ponte Preta foram escoltados pela Polícia Militar até o Estádio Moisés Lucarelli. Parte do grupo, no entanto, retornou à região do Brinco de Ouro, onde começou uma briga entre torcidas.
Durante o confronto, Anderson Ferreira foi agredido com pedras e barras de ferro. O torcedor sofreu traumatismos craniano e torácico e foi levado ao Hospital Municipal Mário Gatti, mas morreu três dias depois.
Carlos Daniel e Bruno foram julgados em fevereiro de 2019, em uma sessão do Tribunal do Júri que durou cerca de 12 horas. Os dois foram condenados a 19 anos de prisão pela morte de Anderson.
Em 2018, outros cinco torcedores da Ponte Preta também foram condenados a 19 anos de detenção pelo mesmo crime.
Foram condenados Rodrigo de Aguiar Lopes, Jefferson Nery da Silva, Paulo Henrique de Souza Pires Sigoli e Valdir Bajano Junior. Cléber Ruy Salerno, advogado de defesa de Aguiar, Júnior e Silva disse que não existem provas no processo que provem a participação dos condenados na morte.
Não existem provas nos autos que foram essas pessoas que teriam matado. Nós não estamos dizendo que não houve homicídio. Nós estamos afirmando que não foram essas pessoas condenadas hoje, as pessoas que efetivamente praticaram este crime e matram o jovem , disse o defensor.
A sociedade não aguenta mais esta violência exacerbada por parte de pessoas, que fingem ser torcedores. Na verdade, estão ali só para vandalizar, matar, ferir. E mais uma vez, Campinas, por meio de seus jurados, deu uma resposta, e eles foram condenados por homicídio triplamente qualificado, disse o promotor Luís Buratto.
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