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Polícia tenta prender 5º envolvido no linchamento de Cláudio Rafael

G1
27 de Agosto de 2026 às 09:52
3 min de leitura
Polícia tenta prender 5º envolvido no linchamento de Cláudio Rafael

Polícia tenta identificar 5º envolvido em agressões a Cláudio Rafael em Copacabana A Polícia Civil do RJ identificou o 5º agressor do ciclista Cláudio Rafael Landeiro e obteve, no Plantão Judiciário, um mandado de prisão contra ele. Até a última atualização desta reportagem, Wellington Luiz Santos de Souza não havia sido encontrado. Segundo a 12ª DP (Copacabana), Wellington é o homem que aparece dando chutes na cabeça de Cláudio Rafael, linchado após ser acusado injustamente de roubar uma bicicleta. Segundo testemunhas, Wellington se aproximou e perguntou aos entregadores se a vítima era “ladrão”. Após receber uma resposta afirmativa, ele chutou a cabeça de Cláudio Rafael e declarou: “Ladrão tem que morrer mesmo”. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Wellington Luiz Santos de Souza Reprodução As imagens mostram o momento em que Wellington sai de um carro, atravessa a rua e se aproxima do grupo que espancava Cláudio Rafael. Em seguida, ele retorna ao veículo e vai embora. Quatro pessoas já foram presas pelo assassinato: 2 seguranças e 2 entregadores, que respondem por homicídio triplamente qualificado. LEIA TAMBÉM: Delegado aponta omissão de socorro e lesão corporal por envolvidos no caso do espancamento de Cláudio Rafael Seguranças e entregadores agridem Rafael em frente a prédio de Copacabana. Reprodução/TV Globo/Fantástico Comerciantes pagavam R$ 120 por segurança Comerciantes afirmaram, em depoimento na terça (25), que pagavam R$ 120 por semana a um homem responsável pelo serviço de segurança da região. Eles não são apontados como participantes diretos do assassinato, mas são investigados por possível contribuição para a atuação de uma segurança privada clandestina no bairro. Apontado como chefe dos vigilantes, Aluisio da Silva Filho prestou depoimento nesta quarta (26). Segundo as investigações, Aluisio tem 14 anotações criminais por ameaça, lesão corporal, porte ilegal de arma e até o roubo de um turista em Copacabana. Aluisio disse à polícia que exerce a função de coordenador do grupo de apoio denominado “seguranças de rua”, que atua nas proximidades das ruas Barata Ribeiro e Felipe de Oliveira, em Copacabana, e que presta esse tipo de serviço há mais de 25 anos. Ele ainda disse que não tem CNPJ para a atuação e que há quatro funcionários, contando com ele e os dois presos envolvidos no caso. Segundo Aluisio, eles não se denominam “seguranças”, mas sim “apoiadores”. Ele disse ainda que soube sobre a morte de Cláudio Rafael dias depois e que uma testemunha disse que o segurança Davi havia pedido que não comentassem nada. Para ele, o funcionário negou o envolvimento. Aluisio disse à polícia que os funcionários não tinham autorização “para abordar ou seguir pessoas consideradas suspeitas, impedir que deixassem determinado local, realizar revista pessoal ou reter objetos que considerassem produto de crime, sendo a orientação acionar o telefone 190 quando o fato aparentasse maior gravidade”. Também não havia permissão para empregar força física nas abordagens. O homem disse ainda que já tinha recebido reclamações do comportamento agressivo de Davi e que ele tinha batido em um homem em situação de rua. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.
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